
Crepúsculo
Direção: Catherine Hardwicke
Atores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Peter Facinelli e Ashley Greene
Fã que é fã raramente fica satisfeito com adaptações, ainda não tive o prazer de ler o bestseller de Stephenie Meyer
, mas mesmo assim o filme não me agradou por completo. Em meio a tantos gritos de garotas adolescentes histéricas pude perceber alguns comentários de “isso não tem no livro!” mais que indignados. Nada que não fosse de se esperar, quando livros viram filmes as adaptações se fazem necessárias para cativar o público não-leitor tanto quantos os fãs.
Com estréia hoje nos cinemas brasileiros Crepúsculo tem o objetivo de levar hordas de leitoras as salas de cinema, e as comparações com Harry Potter podem ficar apenas no fato de ser uma obra de ficção adaptada. Harry Potter
levou três filmes para que a fórmula acertasse e o mundo mágico de Hogwarts funcionasse nas telonas, e da mesma maneira que A Pedra Filosofal, a direção de Crepúsculo deixa muito a desejar.
São cenas cortadas bruscamente e por vezes soltas no meio do enredo, os efeitos também não são de todo especiais, até o Superboy de Smallville
recebe um tratamento gráfico melhor que do Edward subindo árvores a galopes.
O que salva o filme é certamente a história. Que cativa, inebria, intriga e deixa o espectador ávido pela próxima cena.
A história se desenrola numa pequena cidade chamada Forks. Bella acaba de se mudar para a casa de seu pai quando sua mãe resolve se casar com um jogador de beisebol que viaja demais. Ao chegar ao colégio não demora a fazer novos amigos mas o que a deixa intrigada é o garoto mais lindo e solitário que a principio faz pouco caso da sua existência. Edward é misteriosamente lindo e intrigante e depois de desaparecer por várias semanas, deixando Bella a pensar que o problema é com ela, ele retorna e os dois se tornam amigos. A fixação de Bella em Edward logo a leva a descobrir sua real identidade: vampiro. E assim um romance surreal tem seu início.
Confesso que a principio não entendi o furdunço na sala de cinema, era qualquer aspirante a vampiro pisar em cena que as meninas gritavam e se desesperavam. Edward me desapontou, em Harry Potter o ator tinha todo um charme europeu montado na sua vassoura e em Crepúsculo, branco como um vampiro deve ser, ele se tornou deveras estranho. Passei a acha-lo realmente aceitável nas cenas finais, quando, talvez quem sabe, o orçamento para efeitos tenha chegado ao fim e ele não mais aparece quase transparente. Crepúsculo peca em poucas coisas, se tudo foi acertado, Lua Nova terá chances de fazer um sucesso ainda mais estrondoso.

Burn after reading 








