
Com indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, O Curioso Caso de Benjamin Button vem dando o que falar. E não seria de menos, desde Titanic um filme com três horas de duração não me cativava tanto (em Senhor dos Anéis eu quase dormi). Drama, fantasia e leves pitadas de humor entram em sintonia e fazem com que a vida de Benjamin seja também a sua vida.
No exato dia em que a Primeira Guerra Mundial
Ainda na velhice conhece Daisy, neta de uma das senhoras do asilo e grande amor da sua vida. Os anos passam e durante um longo tempo Benjamin e Daisy se falam apenas por cartas. O contato cessa, mas o destino não impede que eles se reencontrem e vivam intensamente o amor, quando a carreira de Daisy como bailarina acaba e Benjamin tem uma idade apropriada para ser seu romance.
O humor fica por conta do homem que foi atingido sete vezes por raios na vida e sobreviveu, a montagem de imagens toscas como no principio do cinema foi uma aposta que deu certo.
Ao longo da vida Benjamin aprende a perder amores e amigos da forma mais controlada possível. Seu conformismo diante a realidade que vive chega a ser perturbador. A história, no entanto, possui uma linearidade que não deixa a desejar e termina com um grande e belo ponto final.
