terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button


Com indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, O Curioso Caso de Benjamin Button vem dando o que falar. E não seria de menos, desde Titanic um filme com três horas de duração não me cativava tanto (em Senhor dos Anéis eu quase dormi). Drama, fantasia e leves pitadas de humor entram em sintonia e fazem com que a vida de Benjamin seja também a sua vida.
No exato dia em que a Primeira Guerra Mundial[bb] e a esposa do dono da Fábrica de Botões Button encontram seu fim, nasce Benjamin. Seu pai, tomado pela raiva, abandona o recém-nascido na escadaria de um asilo. Criado por pais afro descendente, Benjamin – que nasceu com esclerose, catarata e velho, vem rejuvenescendo a cada dia que passa.
Ainda na velhice conhece Daisy, neta de uma das senhoras do asilo e grande amor da sua vida. Os anos passam e durante um longo tempo Benjamin e Daisy se falam apenas por cartas. O contato cessa, mas o destino não impede que eles se reencontrem e vivam intensamente o amor, quando a carreira de Daisy como bailarina acaba e Benjamin tem uma idade apropriada para ser seu romance.
O humor fica por conta do homem que foi atingido sete vezes por raios na vida e sobreviveu, a montagem de imagens toscas como no principio do cinema foi uma aposta que deu certo.
Ao longo da vida Benjamin aprende a perder amores e amigos da forma mais controlada possível. Seu conformismo diante a realidade que vive chega a ser perturbador. A história, no entanto, possui uma linearidade que não deixa a desejar e termina com um grande e belo ponto final.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Quando os livros viram filmes - Parte Final


Marley e Eu
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston

E para terminar 2008 com mais um livro adaptado para as telonas, Marley & Me estreou no Natal. Baseado no bestseller de 2005 escrito por John Grogan[bb] o filme conta a história de seu autor e o cachorro Marley, eleito pelo dono como o pior cão do mundo.
Marley entra na vida de John e Jenny quando o recém-casado casal se muda para a ensolarada Flórida e Jenny começa a ter idéias a respeito de ter um filho. John vê num cachorrinho a possibilidade de se adaptar a idéia e fazer com que Jenny deixe os planos um pouco de lado. E quando adquirem um “cachorro de liquidação” os pensamentos saem da idéia de filhos para a necessidade de manter tudo longe do alcance da boca de Marley.
Marley passa a ser mais que um simples cachorro e as alegrias e infelicidades daquela família sempre têm relação ou interação com o cachorro. Seja quando o primeiro filho da família é declarado morto ainda no útero ou durante a festa de aniversário de 40 anos de John, a presença do cachorro, apesar de as vezes secundária, sempre é constante.
O filme apresenta uma leveza contagiante, é divertido e sem muitas discussões profundas (diferente do livro que possui reflexões sobre como Marley ajudou seu dono). Talvez o que deixe a desejar seja a pontuação temporal, se não fossem pelos filhos que vão crescendo seria impossível definir que o tempo passou, John e Jenny não envelhecem e Marley só parece mudar ao fim do filme, quando fica lentinho.
O final não surpreende, afinal todos conhecem a longevidade canina, porém a forma como as despedidas acontecem arrancam lágrimas da maioria feminina dentro da sala de cinema. Marley e Eu pode não ser um filme de bichinhos mas nem por isso deixa de ser voltado para toda família.