
“Estes são tempos sombrios, não há como negar...”
E assim começa a despedida da maior franquia cinematográfica de todos os tempos. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” é, sem dúvida, o melhor e mais sombrio filme da série. Todos sabemos que a decisão de dividir em duas partes o último livro não foi tomada com base na quantidade de eventos que acontecem no livro, mas sim pela quantidade de dinheiro que a Warner ganhará prolongando essa conclusão. E é aí que o filme tem seu primeiro ponto positivo. O filme conseguiu ter uma velocidade muito melhor do que os anteriores (principalmente o sexto, “O Enigma do Príncipe”, o qual é melhor livro e ao mesmo tempo o pior filme), sem atropelos e sem cortes cruciais para a trama. Mesmo os cortes que foram feitos, em minha opinião, não prejudicaram o filme, como por exemplo, a morte do Peter Pettigrew.
Outro ponto a ser ressaltado é a melhora considerável na atuação dos atores Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson. É visível a evolução dos atores ao longo da saga, mas nesta primeira parte da “reta final” é notório o amadurecimento nas interpretações.
Todas as cenas que mostram o “tio Voldie e sua trupe” são excelentes. É possível sentir a tensão de tudo o que acontece durante a “época sombria” que todos estão passando. Obviamente, as atuações de Ralph Fiennes, Alan Rickman, Jason Isaacs e Helena Bonham Carter não precisam nem ser mencionadas, certo? Um show de interpretação e envolvimento com os personagens que elevam a qualidade do filme majestosamente .
Contudo, o filme não possui somente pontos positivos. Algumas cenas foram mal dirigidas, ou melhor dizendo, desnecessárias durante o decorrer do filme. É claro que você, que já viu o filme, já deve estar pensando e concordando comigo (ou não!). A primeira delas diz respeito à dança do Harry Potter com a Hermione dentro da cabana. Não existe tal cena no livro. Não precisava ter no filme. Esta cena deixou a impressão que poderia haver (se a Hermione quisesse) uma relação além da amizade entre os protagonistas, o que já nos leva à segunda cena que poderia ter acontecido de outra maneira: Ron vendo a projeção do medalhão, mostrando Harry e Mione beijando-se desnudos. Algo que também me incomodou um pouco foi não haver a cena de reconciliação entre o Harry e a família Dursley. O perdão seguido pela despedida produziria um laço entre os personagens poderia ser melhor abordado, como foi feito com o elfo Dobby, personagem este que merece destaque por todas as cenas que aparece e como a cena da Hermione apagando as memórias de seus pais.
Em geral, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” é um ótimo filme. Os cenários são perfeitos, as cenas de ação são excelentes, o continuísmo é muito bem amarrado e no momento que acaba, é possível sentir uma mistura de sentimentos que permeiam a satisfação de ter acabado de assistir tal película e a ansiedade em ter que esperar até a metade do próximo ano para saciar o apetite pela grande batalha final entre o bem e o mal que abordará a segunda e última parte do filme. Nota: 8,5
2 pipocando palpites:
gostei, Leiloca da crítica. concordo com tudo dito!
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