Essa blogueira que vos fala anda relapsa, mas assim não há de ser para sempre!
Só preciso organizar melhor a vida... Ainda vou ao cinema, mas tempo para escrever quase não existe mais...
Vocês podem acompanhar minhas "obras" nos seguintes blogs:
http://www.finaldestination.blogger.com.br/ - sobre a vida em geral
http://cineacademia.blogspot.com/ - revista sobre cinema ibero americano dos alunos de comunicação social - jornalismo da PUCPR (oi, desculpa? minha turma!) a seguir um texto lá publicado essa semana escrito por mim!
A arte relatando os sofrimentos
É interessante como o momento histórico pode fazer com que vidas completamente diferentes tenham tanto em comum. O que um documentário sobre um cantor, um filme sobre uma estilista e outro sobre um jornalista poderiam ter em comum além da produção nacional? O pano de fundo. Suas lutas e sofrimentos durante um dos períodos talvez ainda mais obscuros da história do Brasil. A ditadura.
O documentário, "Ninguém Sabe o Duro que Dei", que estréia amanhã (15/05) no país, trás depoimentos a respeito da vida de Wilson Simonal. Durante a ditadura, Simonal foi fortemente acusado por algo que passou a vida afirmando não ter cometido.
Ao lado de filmes como Zuzu Angel (2006) e O que é isso companheiro (1997) o Ninguém sabe o Duro que Dei reacende as inúmeras indagações que continuam a assolar os brasileiros. Afinal, muitos ainda são os mistérios existentes a respeito dos 21 anos os quais a nação brasileira viveu a mercê dos militares.
Zuzu Angel, por exemplo faz acusações diretas aos métodos utilizados para conter aqueles que contestavam os desaparecimentos de entes queridos, ao deixar explicito que a protagonista veio a morrer devido a uma sabotagem em seu carro feita por militares.
Já o famoso O que é isso, Companheiro, baseado no livro homônimo do jornalista e atual Deputado Federal Fernando Gabeira, procura reproduzir as memórias de um militante político que ao tentar por em liberdade 15 esquerdistas presos, seqüestra um embaixador norte americano visando pressionar o regime militar.
Com o processo de organização dos arquivos do DOPS em 2002, as muitas questões até então incertas passaram a ser pouco a pouco esclarecidas. O cinema brasileiro também se valeu desses arquivos para poder demonstrar com um pouco mais de fidelidade um período histórico que muitos gostariam de esquecer.
Para o cineasta João Batista de Andrade, os filmes desse período são importantes não apenas não apenas porque preservam a memória, mas por esclarecer certos fatos dela.Sendo assim, só resta ir aos cinemas conferir Ninguém sabe o Duro que Dei para saber se Simonal no fim das contas foi ou não um dedo-duro.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A troca

Changeling
Direção: Clint Eastwood
Atores: Angelina Jolie, John Malkovich
Em um sábado de 1928, Christine Collins (Angelina Jolie) se preparava para cumprir uma promessa feita a seu único filho, Walter: levá-lo ao cinema. Uma ligação inesperada da companhia telefônica onde trabalhava a fez mudar de planos, ao mesmo tempo em que mudava sua vida, precisaria trabalhar e deixar Walter em casa, sozinho, esperando. Christine mal poderia imaginar que depois daquela tarde o drama se instalaria permanentemente na sua vida.
Após o misterioso sumiço de Walter, Christine não mede esforços em sua procura. A policia de Los Angeles, na época mal vista aos olhos da sociedade diz ter encontrado seu filho e proporciona o reencontro ainda na estação de trem, em frente a diversas câmeras fotográficas e jornalistas ávidos por uma noticia sobre o caso. Os poucos minutos fartos de alívio que se seguem são simplesmente assim: poucos.
Houvera um engano, aquele menino recém saído do trem na estação da cidade não era seu filho. Acontecera uma troca. Ela de imediato soube da verdade, mas a polícia, autoritária, diante de uma mãe solteira aparentemente frágil, se impôs e assim, Christine levou aquele menino para casa.
Com uma determinação que salta aos olhos até mesmo do pastor local, Christine encontra forças para lutar contra um sistema corrupto, custe o que custar, e consegue provar que uma mãe desesperada pode sim, mover montanhas.
Com cenas sombrias, cobertas de mistério e extremamente marcantes, Clint Eastwood pouco deixa a desejar em sua direção, merecendo cada indicação a prêmios que recebeu por esse filme. A narração é sóbria, o suspense perdura até o fim e por quase três horas o espectador se pergunta: haverá um final feliz?
Pergunta essa que não pretendo aqui responder, apenas afirmar: o fim pode ser surpreendente.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O Curioso Caso de Benjamin Button

Com indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, O Curioso Caso de Benjamin Button vem dando o que falar. E não seria de menos, desde Titanic um filme com três horas de duração não me cativava tanto (em Senhor dos Anéis eu quase dormi). Drama, fantasia e leves pitadas de humor entram em sintonia e fazem com que a vida de Benjamin seja também a sua vida.
No exato dia em que a Primeira Guerra Mundial
Ainda na velhice conhece Daisy, neta de uma das senhoras do asilo e grande amor da sua vida. Os anos passam e durante um longo tempo Benjamin e Daisy se falam apenas por cartas. O contato cessa, mas o destino não impede que eles se reencontrem e vivam intensamente o amor, quando a carreira de Daisy como bailarina acaba e Benjamin tem uma idade apropriada para ser seu romance.
O humor fica por conta do homem que foi atingido sete vezes por raios na vida e sobreviveu, a montagem de imagens toscas como no principio do cinema foi uma aposta que deu certo.
Ao longo da vida Benjamin aprende a perder amores e amigos da forma mais controlada possível. Seu conformismo diante a realidade que vive chega a ser perturbador. A história, no entanto, possui uma linearidade que não deixa a desejar e termina com um grande e belo ponto final.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Quando os livros viram filmes - Parte Final

Marley e Eu
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston
E para terminar 2008 com mais um livro adaptado para as telonas, Marley & Me estreou no Natal. Baseado no bestseller de 2005 escrito por John Grogan
o filme conta a história de seu autor e o cachorro Marley, eleito pelo dono como o pior cão do mundo.
Marley entra na vida de John e Jenny quando o recém-casado casal se muda para a ensolarada Flórida e Jenny começa a ter idéias a respeito de ter um filho. John vê num cachorrinho a possibilidade de se adaptar a idéia e fazer com que Jenny deixe os planos um pouco de lado. E quando adquirem um “cachorro de liquidação” os pensamentos saem da idéia de filhos para a necessidade de manter tudo longe do alcance da boca de Marley.
Marley passa a ser mais que um simples cachorro e as alegrias e infelicidades daquela família sempre têm relação ou interação com o cachorro. Seja quando o primeiro filho da família é declarado morto ainda no útero ou durante a festa de aniversário de 40 anos de John, a presença do cachorro, apesar de as vezes secundária, sempre é constante.
O filme apresenta uma leveza contagiante, é divertido e sem muitas discussões profundas (diferente do livro que possui reflexões sobre como Marley ajudou seu dono). Talvez o que deixe a desejar seja a pontuação temporal, se não fossem pelos filhos que vão crescendo seria impossível definir que o tempo passou, John e Jenny não envelhecem e Marley só parece mudar ao fim do filme, quando fica lentinho.
O final não surpreende, afinal todos conhecem a longevidade canina, porém a forma como as despedidas acontecem arrancam lágrimas da maioria feminina dentro da sala de cinema. Marley e Eu pode não ser um filme de bichinhos mas nem por isso deixa de ser voltado para toda família.
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank
Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston
E para terminar 2008 com mais um livro adaptado para as telonas, Marley & Me estreou no Natal. Baseado no bestseller de 2005 escrito por John Grogan
Marley entra na vida de John e Jenny quando o recém-casado casal se muda para a ensolarada Flórida e Jenny começa a ter idéias a respeito de ter um filho. John vê num cachorrinho a possibilidade de se adaptar a idéia e fazer com que Jenny deixe os planos um pouco de lado. E quando adquirem um “cachorro de liquidação” os pensamentos saem da idéia de filhos para a necessidade de manter tudo longe do alcance da boca de Marley.
Marley passa a ser mais que um simples cachorro e as alegrias e infelicidades daquela família sempre têm relação ou interação com o cachorro. Seja quando o primeiro filho da família é declarado morto ainda no útero ou durante a festa de aniversário de 40 anos de John, a presença do cachorro, apesar de as vezes secundária, sempre é constante.
O filme apresenta uma leveza contagiante, é divertido e sem muitas discussões profundas (diferente do livro que possui reflexões sobre como Marley ajudou seu dono). Talvez o que deixe a desejar seja a pontuação temporal, se não fossem pelos filhos que vão crescendo seria impossível definir que o tempo passou, John e Jenny não envelhecem e Marley só parece mudar ao fim do filme, quando fica lentinho.
O final não surpreende, afinal todos conhecem a longevidade canina, porém a forma como as despedidas acontecem arrancam lágrimas da maioria feminina dentro da sala de cinema. Marley e Eu pode não ser um filme de bichinhos mas nem por isso deixa de ser voltado para toda família.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Quando os livros viram filmes - Parte 2

Crepúsculo
Direção: Catherine Hardwicke
Atores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Peter Facinelli e Ashley Greene
Fã que é fã raramente fica satisfeito com adaptações, ainda não tive o prazer de ler o bestseller de Stephenie Meyer
, mas mesmo assim o filme não me agradou por completo. Em meio a tantos gritos de garotas adolescentes histéricas pude perceber alguns comentários de “isso não tem no livro!” mais que indignados. Nada que não fosse de se esperar, quando livros viram filmes as adaptações se fazem necessárias para cativar o público não-leitor tanto quantos os fãs.
Com estréia hoje nos cinemas brasileiros Crepúsculo tem o objetivo de levar hordas de leitoras as salas de cinema, e as comparações com Harry Potter podem ficar apenas no fato de ser uma obra de ficção adaptada. Harry Potter
levou três filmes para que a fórmula acertasse e o mundo mágico de Hogwarts funcionasse nas telonas, e da mesma maneira que A Pedra Filosofal, a direção de Crepúsculo deixa muito a desejar.
São cenas cortadas bruscamente e por vezes soltas no meio do enredo, os efeitos também não são de todo especiais, até o Superboy de Smallville
recebe um tratamento gráfico melhor que do Edward subindo árvores a galopes.
O que salva o filme é certamente a história. Que cativa, inebria, intriga e deixa o espectador ávido pela próxima cena.
A história se desenrola numa pequena cidade chamada Forks. Bella acaba de se mudar para a casa de seu pai quando sua mãe resolve se casar com um jogador de beisebol que viaja demais. Ao chegar ao colégio não demora a fazer novos amigos mas o que a deixa intrigada é o garoto mais lindo e solitário que a principio faz pouco caso da sua existência. Edward é misteriosamente lindo e intrigante e depois de desaparecer por várias semanas, deixando Bella a pensar que o problema é com ela, ele retorna e os dois se tornam amigos. A fixação de Bella em Edward logo a leva a descobrir sua real identidade: vampiro. E assim um romance surreal tem seu início.
Confesso que a principio não entendi o furdunço na sala de cinema, era qualquer aspirante a vampiro pisar em cena que as meninas gritavam e se desesperavam. Edward me desapontou, em Harry Potter o ator tinha todo um charme europeu montado na sua vassoura e em Crepúsculo, branco como um vampiro deve ser, ele se tornou deveras estranho. Passei a acha-lo realmente aceitável nas cenas finais, quando, talvez quem sabe, o orçamento para efeitos tenha chegado ao fim e ele não mais aparece quase transparente. Crepúsculo peca em poucas coisas, se tudo foi acertado, Lua Nova terá chances de fazer um sucesso ainda mais estrondoso.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Rapidinhas
Batman – The Dark Knight
The Dark Knight depois de muito sucesso nas telas do cinema, retorna... As telas do cinema! No dia 23 de janeiro de 2009 o filme voltará a ser exibido nos Estados Unidos. Um dia depois de saírem os indicados ao Oscar e aniversário de morte de Heath Ledger. A intenção também – segundo a revista Variety – é se tornar o quarto filme da história a ultrapassar a marca de U$S 1 bilhão em bilheteria ao redor do mundo. Marca essa que só foi alcançada por Titanic
, O senhor dos Anéis
: O retorno do rei e Piratas do Caribe: O baú da morte.
The Golden Globe
Saíram as indicações ao Globo de Ouro 2009, popularmente conhecido como sendo prévia do Oscar. Não é surpresa Heath Ledger estar concorrendo pela seu belo desempenho em Batman, outros que também concorrem são Brad Pitt, Robert Downey Jr e Leonardo DiCaprio
.
E concorrendo como melhor filme estão:
- Queime depois de ler”
- “Happy-go-lucky”
- “Na mira do chefe” (In Bruges)
- “Mamma mia!”
- “Vicky Cristina Barcelona”
Bilheteria da semana
E segue abaixo a lista dos filmes mais exibidos nos Estados Unidos durante a semana.
1 – O dia em que a terra parou
2 – Surpresas do amor
3 – Crepúsculo
4 – Bolt – Supercão
5 – Austrália
6 – Quantum of Solace
7 – Nothing like the holidays
8 – Madagascar 2
9 – Milk
10 – Carga explosiva 3
The Dark Knight depois de muito sucesso nas telas do cinema, retorna... As telas do cinema! No dia 23 de janeiro de 2009 o filme voltará a ser exibido nos Estados Unidos. Um dia depois de saírem os indicados ao Oscar e aniversário de morte de Heath Ledger. A intenção também – segundo a revista Variety – é se tornar o quarto filme da história a ultrapassar a marca de U$S 1 bilhão em bilheteria ao redor do mundo. Marca essa que só foi alcançada por Titanic
The Golden Globe
Saíram as indicações ao Globo de Ouro 2009, popularmente conhecido como sendo prévia do Oscar. Não é surpresa Heath Ledger estar concorrendo pela seu belo desempenho em Batman, outros que também concorrem são Brad Pitt, Robert Downey Jr e Leonardo DiCaprio
E concorrendo como melhor filme estão:
- Queime depois de ler”
- “Happy-go-lucky”
- “Na mira do chefe” (In Bruges)
- “Mamma mia!”
- “Vicky Cristina Barcelona”
Bilheteria da semana
E segue abaixo a lista dos filmes mais exibidos nos Estados Unidos durante a semana.
1 – O dia em que a terra parou
2 – Surpresas do amor
3 – Crepúsculo
4 – Bolt – Supercão
5 – Austrália
6 – Quantum of Solace
7 – Nothing like the holidays
8 – Madagascar 2
9 – Milk
10 – Carga explosiva 3
terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Madagascar 2
Direção: Eric Darnell e Tom McGrath
Vozes originais: Ben Stiller, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith e Chris Rock
Estréia: 12 de dezembro
Alex, Marty, Melman, Glória e os pingüins estão de volta, mas dessa vez eles não se remexem tanto. Na seqüência de Madagascar![[bb]](http://boo-box.com/bbli)
(terceiro maior sucesso da DreamWorks – ficando atrás apenas de Shrek 1 e 2![[bb]](http://boo-box.com/bbli)
) o público fica logo no início sabendo como Alex foi parar em Nova Iorque. Uma pequena retrospectiva é feita e então começa a nova aventura.
Os inteligentes pingüins conseguem botar pra funcionar os destroços de um avião cargueiro e a viagem rumo à cidade tem seu pontapé inicial. Mas no meio do caminho o combustível acaba e depois de uma caída engraçadinha os velhos companheiros de zoológico chegam à África!
Lá eles não só encontram a velhinha que adora bater em animais fugitivos como a também os pais de Alex, que passa a ficar dividido se: continua vivendo com a sua verdadeira família na selva ou volta com seus amigos para as mordomias da cidade grande.
Entre algumas crises existenciais, pequenos dramas amorosos, rixas de poder e as inventividades dos Pingüins (que sempre acabam roubando a cena) Madagascar 2 arranca poucas risadas e deixa muito a desejar. E por fim, como todo filme infantil com alguma pretensão tenta passar algumas mensagens, como: nova-iorquinos podem sobreviver em qualquer lugar, a amizade é sempre importante e o amor não tem fronteiras.
Vozes originais: Ben Stiller, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith e Chris Rock
Estréia: 12 de dezembro
Alex, Marty, Melman, Glória e os pingüins estão de volta, mas dessa vez eles não se remexem tanto. Na seqüência de Madagascar
(terceiro maior sucesso da DreamWorks – ficando atrás apenas de Shrek 1 e 2
) o público fica logo no início sabendo como Alex foi parar em Nova Iorque. Uma pequena retrospectiva é feita e então começa a nova aventura.
Os inteligentes pingüins conseguem botar pra funcionar os destroços de um avião cargueiro e a viagem rumo à cidade tem seu pontapé inicial. Mas no meio do caminho o combustível acaba e depois de uma caída engraçadinha os velhos companheiros de zoológico chegam à África!
Lá eles não só encontram a velhinha que adora bater em animais fugitivos como a também os pais de Alex, que passa a ficar dividido se: continua vivendo com a sua verdadeira família na selva ou volta com seus amigos para as mordomias da cidade grande.
Entre algumas crises existenciais, pequenos dramas amorosos, rixas de poder e as inventividades dos Pingüins (que sempre acabam roubando a cena) Madagascar 2 arranca poucas risadas e deixa muito a desejar. E por fim, como todo filme infantil com alguma pretensão tenta passar algumas mensagens, como: nova-iorquinos podem sobreviver em qualquer lugar, a amizade é sempre importante e o amor não tem fronteiras.
Assinar:
Postagens (Atom)